quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Lenda de Rómulo e Remo

Aqui conta-se uma lenda de Roma que é a história do primeiro rei de Roma. 

A Lenda de Rómulo e Remo

Diz a lenda que quando Tróia caiu, Enéias, príncipe troiano filho de Vénus, conseguiu salvar-se. Após uma longa peregrinação, chegou ao Lácio e casou-se com uma filha de um rei latino. O filho de Enéias fundou a cidade de Alba Longa.

O Tempo passou e os descendentes de Enéias reinavam em Alba. Um deles, Numito, foi deposto e aprisionado por Amúlio, seu irmão. Amúlio matou um sobrinho e colocou sua sobrinha, Réia Sílvia, num colégio de Vestais. O deus Marte passou por lá e teve gémeos: Rómulo e Remo.



Segundo a lenda, os irmãos Rómulo e Remo foram amamentados por uma LOBA!

Os meninos foram abandonados pelo tio-avô num barquinho, que, levado pela correnteza do Timbre, parou perto do Monte Palatino. Os dois irmãos foram salvos por uma loba enviada por Marte, que os amamentou e os protegeu. Quando o pastor Fáustulo os encontrou, estavam sendo amamentados pela loba. Ele  recolheu-os, deu-lhes os nomes de Rómulo e Remo e confiou-os a Aca Larência, sua esposa. Já adulto, Remo envolveu-se numa rixa com alguns pastores e foi conduzido a Amúlio. Informado por Fáustulo das circunstâncias do seu nascimento, Rómulo dirigiu-se ao palácio e libertou o irmão. A seguir, matou Amúlio, restabelecendo no trono o seu avô Numitor. Numitor, agradecido, deu-lhes ordem para fundar uma cidade às margens do Timbre, que foi Roma (ano de 753 a.C.). Para saberem o local onde seria mais propícia a sua edificação, interrogaram os presságios. Remo dirigiu-se ao Aventino e viu seis abutres sobrevoarem o monte. Indo até o Palatino, Rómulo viu doze aves. Favorecido pelos augúrios, fez um sulco em volta da colina, demarcando o pomerium, recinto sagrado da nova cidade. Enciumado por não ter sido escolhido pelos presságios, Remo escarneceu do irmão, afirmando que o local era mal protegido; num salto, atravessou o sulco e foi morto por Rómulo, que o enterrou sob o Aventino.

Após a fundação da cidade em 753 a.C., Rómulo preocupou-se em povoá-la. Criou no Capitólio um refúgio para todos os banidos, devedores e assassinos da redondeza.




O Rapto das sabinas, de Jacques-Louis David (1748-1825).

Como faltavam mulheres, durante uma festa, os novos habitantes raptaram todas as jovens do povo vizinho, os sabinos. Estes, reunidos sob o comando de Tito Tácio, atacaram Roma. Com a ajuda de Tarpéia, conseguiram penetrar no Capitólio. Entretanto, graças à intervenção pacificadora das mulheres, romanos e sabinos assinaram um tratado de paz. Tito Tácio e Rómulo passaram a governar em conjunto. Depois da morte de Tito Tácio, Rómulo reinou sozinho durante 33 anos. Instituiu o Senado, criou a primeira legião, dividiu os cidadãos em patrícios e plebeus. Foi chamado Pai da Pátria. Aos 54 anos, enquanto passava em revista as tropas, irrompeu terrível tempestade, acompanhada de um eclipse solar. Passada a tormenta, o rei tinha desaparecido. Em sonho, revelou a Próculo que tinha sido raptado pelos deuses e se havia transformado no deus Quirino.

Esta lenda está narrada no poema épico Eneida, do poeta romano Virgílio, que aproxima a história romana da troiana, já que Enéias, pai de Réia Sílvia, era um dos heróis de Troia, que, depois de sua destruição, fugiu para a Itália. As pesquisas arqueológicas têm confirmado alguns dados tradicionais, como a data de fundação da cidade.

 
Estátua da loba capitolina. Segundo a lenda sobre a fundação de Roma, o animal teria amamentado os gêmeos Rômulo e Remo


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